

Caminhando hoje pela manhã num parque próximo a minha casa fiquei refletindo sobre essa coluna, e durante a caminhada passei a observar com atenção alguns aspectos, o primeiro era o próprio caminho, bastante sinuoso, com subidas, decidas, a pista era em sua grande parte composta de terra batida, algumas pedras de tamanhos distintos faziam parte dele, o qual despertava em mim grande atenção para não tropeçar, principalmente aquelas pequenas que teimam entrar no tênis e causar grande incômodo. Outro aspecto interessante dessa trilha matinal eram as pessoas que cruzei no caminho, confesso que não foram muitas, algumas bastante solicitas cumprimentavam, outros passavam correndo como que em marcha rumo a uma terra desconhecida, outros contemplavam a bela paisagem e respiravam aquele ar puro... Talvez fosse também o momento de parar para tomar água, contemplar a paisagem, pegar fôlego e seguir a trilha.
Durante a caminhada percebi que estava solitário, entregue aos meus devaneios, sonhos, loucuras, desejos e anseios... Escutava a minha respiração e por alguns momentos o coração saltando do peito, talvez num esforço pudesse escutar meus pensamentos.
Não seria essa a trilha empreendedora? Cercada de sonhos, caminhos tortuosos, pedras, paradas e solidão?
O caminho para empreender nasce sem dúvida alguma de um sonho, isso é um fato comprovado por diversos autores e histórias de empreendedores, porém esse vem acompanhado de ação, de uma caminhada, onde o ritmo é determinado pelo empreendedor, com dedicação integral.
Deve haver também transpiração e muita inspiração, e o mais importante o coração tem que bater forte, entra em cena a relevância, sem ela nada acontece. Você já procurou fazer algo que não gosta? Por exemplo, academia. Qual o resultado quando não há relevância? Não tenho dúvida, você desistiu em duas semanas. Não foi? Assim, chegamos à primeira lição, se não escutar o coração bater, talvez seja hora de parar, tomar água e ver se é esse mesmo o caminho. Parar não significa fracassar. Pense nisso.
Mas e aquela pedra no tênis? Ela pode simbolizar os detalhes que deixamos de lado, e que incomodarão, pois não demos à atenção necessária, pode representar uma série de coisas, mas o fato é que o empreendedor costuma tropeçar em pedrinhas, detalhes, e não em grandes obstáculos. Atenção!
Para fechar esse primeiro encontro saiba que a tarefa empreendedora é solitária, poucos pararão para ouvi-lo, entende-lo e ajudá-lo. As decisões são solitárias, mas a compensação é que quando chegar ao final da trilha você estará realizado pessoal e profissionalmente. Mas será que tem fim essa trilha?
Boa sorte! E até a próxima jornada.
Alexandre Moreno, engenheiro agrônomo, especialista em marketing, coach e mestrando em gestão de pessoas. Professor de Comportamento Empreendedor da FAAP. Palestrante e sócio da Syntese Treinamento.
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