
Há poucos dias o mundo acompanhou atento o encontro dos 20 principais líderes do planeta, o famoso G20 discutiu quais os passos que daríamos em direção a recuperação da economia.
Na principal medida anunciada, as nações concordaram em reservar fundos da ordem de US$ 1 trilhão ao FMI - Fundo Monetário Internacional, além de US$ 100 bilhões adicionais para socorrer as emergentes. Controle de paraísos fiscais e um esforço fiscal de US$ 5 trilhões até 2010 para salvar empregos também foram determinados como objetivos do grupo.
O jornal ‘New York Times’ critica a reunião: "Frente à crise econômica, mais grave em décadas, os governantes de 20 países acordaram em cooperar, mas deixaram as decisões mais difíceis sobre como modificar as legislações financeiras até o próximo ano". Já o norte-americano Paul Krugman, professor, Nobel de economia de 2008 e colunista do mesmo jornal, avaliou como positivos os anúncios feitos nesta quinta-feira após a reunião do G20.
Mas... o que a reunião desses líderes, além do caminho da economia mundial, nos mostrou? Qual é o nosso quinhão de responsabilidade nesse momento? Nós empresários, independente do nosso tamanho, temos e podemos fazer a nossa parte. Devemos analisar se estamos produzindo o máximo que podemos, se estamos contribuindo com o nosso time de colaboradores, se estes estão tendo o esforço necessário para atingir os melhores resultados, se estamos criando o suficiente, se estamos entregando aos nossos clientes aquilo que prometemos?
Nesse sentido o G20 nos proporcionou uma verdadeira aula de liderança. Ele chegou na reunião mais importante do momento elogiando seus parceiros, falou a linguagem de cada um deles, foi reservado quando preciso, simpático a maioria do tempo, e ainda teve espaço para brincar e brindar. Usou a oportunidade para colocar um holofote especial em cada um dos líderes mundiais ali presentes. Ele ganhou apoio mundial, virou amigo de todos - os mais e os menos importantes - para ele não importava a classificação, porque ele queria unanimidade. Você deve saber que estou falando do presidente Barak Obama.
Ainda não conseguimos avaliar o resultado das decisões do G20, mas é certo que a forma de liderar de Obama, já é de longe muito melhor que o autoritarismo do antigo presidente.
O furacão econômico que o mundo vivia não poderia perdurar, mas eu vejo o momento como positivo. É hora de ter os pés no chão, atenção às atitudes e a confiança de que podemos fazer a diferença. Usar a criatividade e o espírito empreendedor moderno, renovado, com um olhar para os novos tempos.
Estamos na era onde a imposição não cabe mais e isso nos faz pensar melhor em nossas atitudes e refletir a forma que conduzimos os nossos negócios, como nos relacionamos com o próximo e até mesmo o jeito como vivemos o nosso dia-dia. Você já elogiou o seu filho hoje? Cumprimentou seu colega de trabalho pelo desempenho do dia?
Cada elogio de um líder é uma mola propulsora para o seu colaborador. A atenção do líder ao trabalho do outro é um movimento ao sucesso do grupo porque, querendo ou não, quando se assume a função de líder, assume-se também a responsabilidade com a equipe e a obrigação de fazer o melhor. A verdade é que sempre podemos fazer a diferença.
E por falar em fazer a diferença, aproveito para parabenizar a direção desse jornal pela iniciativa de cumprir o seu papel e trazer a sociedade Guarulhense um jornal mais dinâmico, interativo e com um conteúdo mais expressivo que irá contribuir com as decisões dos nossos leitores. Como colunista, pretendo aumentar essa contribuição, trazendo reflexões a você, nosso leitor.
Deixo uma frase sobre um dos maiores patrimônios do ser humano.
“Informação. Quem tem sabe o quanto vale”. Mariana Pechlivanis
Até a próxima edição.
Rodrigo Barros