
O MEC - Ministério da Educação - divulgou no último dia 2, os resultados das provas realizadas pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que mostrou um melhor desempenho dos alunos da rede de ensino público.
Mas será que o MEC acredita que isso realmente aponte uma melhora na educação do país? Como estão sendo educados os nossos jovens?
Sabemos que o Brasil tem hoje uma boa parcela de crianças e jovens que não freqüentam a escola. Uns, trocaram os estudos pelo trabalho, outros acabaram por perder o interesse em estudar.
E o que falta na educação do país?
Falta educar cidadãos. Matemática e português são sim, essenciais, mas o ensino brasileiro deveria considerar fundamental a democratização dos nossos alunos. Falta prepará-los para a vida, para o mercado de trabalho. E nosso ensino faz hoje justamente o contrário. Falo de coisas mínimas, do aluno que sai da escola, sem saber falar o português corretamente, sem saber escrever, sem saber fazer uma conta simples. Como ele será visto pelas empresas que estão contratando? Vejo no sistema público de educação brasileira tantas falhas, que com o tempo foi se formando um gigantesco abismo entre alunos, professores e ensino.
Inclusão é uma coisa, já inclusão com qualidade é bem diferente. Não adianta construir novas escolas, se não tivermos professores mais qualificados e melhor remunerados. Um estudo feito pelo MEC em 2009 revelou que o salário médio de um professor da rede pública é deR$ 1.527. Porém, de todos os estados brasileiros, 16 pagam valores inferiores a esta quantia. É preciso valorizar nossos educadores.
Promover o melhor desempenho do professor em sala de aula é um importante passo a fim de melhorar o ensino no Brasil. De nada adianta o investimento, se realmente não houver a preocupação de formar efetivamente o aluno. Pagamos impostos para ter educação no nosso país e pagamos caro por isso. No mínimo, esperamos uma gestão pública eficiente, capaz de otimizar os meios e produzir serviços que atendam às necessidades da sociedade.
E nós, pais, mães, empresários, formadores de opinião...nós cidadãos, devemos ser incisivos na hora de cobrar das autoridades mais atitudes que possam melhorar no ensino do nosso país. Lembrem-se que de nada adianta nossa indignação, se realmente não fizermos nossa parte e cobrarmos o que é nosso por direito.
Pensem nisso.
Até a próxima semana.