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Gigantes da telefonia sacodem o mercado brasileiro

O Brasil parece ser mesmo o país do momento, prova disso é o expressivo volume de aporte vindo do exterior que recebemos nos dois últimos anos, sendo que em 2008, o país liderou o ranking de investimentos estrangeiro direto na América do Sul, segundo relatório da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe).

Na semana passada acompanhamos o interesse de duas grandes companhias européias de telefonia em investir no país. A empresa espanhola Telefônica comprou 50% da Vivo em uma operação de 7,5 bilhões de euros (cerca de R$ 17,2 bilhões). Ao mesmo tempo, a Portugal Telecom - antes detentora da Vivo - investiu metade dos recursos obtidos na venda, para comprar 22,4% da Oi.

A aquisição dessas empresas tem um significado. Tanto a Telefônica, quanto a PT Telecom visam aumentar sua presença no lucrativo mercado brasileiro. Para se ter uma idéia, a Vivo, maior operadora de telefonia celular do Brasil - com 55,9 milhões de clientes - anunciou na semana passada, que seu lucro líquido no primeiro semestre de 2010 foi de R$ 427,9 milhões, um número 36% maior que em 2009. Já a ex-brasileirinha e atual luso-brasileira, Oi, registrou lucro líquido de R$ 444 milhões no segundo trimestre deste ano. 

Se por um lado as companhias européias, que não são bobas nem nada degustam a saborosa fatia do mercado de telefonia do Brasil; em contra partida, nós brasileiros não saímos perdendo com isso.

A Telefônica passa a marcar presença no mercado de telefonia móvel, e deve unificar serviços de telefonia fixa, celular, internet por banda larga e TV por assinatura. A companhia deve atuar de maneira mais expansiva com serviços de banda larga ao longo do território nacional e ainda oferecer novos serviços para seus clientes.

A Oi também foi beneficiada pela associação com a PT Telecom, já que terá mais recursos para investir em sua expansão

Assim, Telefônica e Vivo; Claro, Embratel e Net, além de Oi e Portugal Telecom agora são os gigantes da telefonia no país, que podem e devem tornar o mercado mais competitivo e dessa forma, oferecer mais vantagens a fim que conquistar novos clientes.
Quanto maior a concorrência, maior a oferta. Então, o que se espera dessas negociações é que além de custos mais baratos, também possamos ter serviços de maior qualidade.

Melhor custo-benefício é sempre a palavra chave para adquirir qualquer produto ou serviço.

Pense nisso!
Até a próxima semana.

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