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De olho no Brasil

Na última semana aconteceu o Fórum Econômico Mundial, realizado anualmente em Davos, na Suíça. Na ocasião, o presidente Lula não esteve presente, devido a problemas de saúde, mesmo assim, foi laureado como “Estadista Global”, em uma homenagem inédita do FEM. O reconhecimento vem por parte do mesmo grupo que em 2003, olhava com desconfiança para o presidente que havia sido do movimento sindical e sem diploma universitário.

Independente das opiniões sobre a gestão de Lula, receber esta homenagem deve ser considerado sim, mais um mérito ao Brasil. Muitos países hoje parecem nos enxergar como uma nação em visível disparo no desenvolvimento. Aliás, conforme declarações dadas no FEM, ‘O prêmio honrou o líder político que utilizou seu mandato para ajudar no desenvolvimento mundial’.

Ao longo dos anos, o Brasil tem se posicionado de maneira positiva perante o cenário internacional. Um dos fatores possíveis para que isso ocorresse foi, claro, a crise financeira que atingiu o Brasil com menos força do que outros países muito mais ricos. Isso mostrou o fortalecimento da nossa economia.

As boas propostas do Brasil para questões importantes, como as apresentadas na Conferência de Copenhague, também ajudaram a fortalecer a imagem do Brasil.

Hoje podemos dizer que temos um papel de destaque, dentro do G20. Mesmo que o Brasil ainda não tenha uma palavra decisiva dentre as nações mais poderosas do mundo, com certeza, somos notados o suficiente para sermos ouvidos. Prova disso foi um almoço que ocorreu durante o FEM, onde Guido Mantega e Henrique Meirelles debateram o futuro do nosso país.

O Fórum também teve como pauta, a reconstrução do Haiti. E mais uma vez o Brasil ganhou destaque, e foi elogiado, inclusive, por Bill Clinton, ex-presidente norte-americano. Apesar de os EUA liderarem o movimento que visa a reconstrução do país, Clinton disse que o Brasil é a principal nação parceira.

Se lá fora nosso país ganha destaque por diversos feitos, nossas lideranças políticas devem se empenhar ainda mais para que o Brasil corresponda às expectativas de um país em pleno desenvolvimento e prosperidade. Temos sim, que olhar para o mundo e estarmos em cooperação com outras nações, mas que nunca nos esqueçamos de que primeiro, temos que cultivar o nosso ‘jardim’ e que aiinda existe muito para ser feito.

Até a próxima semana.

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