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Para onde vai a sua empresa?

A crise financeira ainda é um assunto atual e eminente na economia mundial. Provavelmente você conhece alguém que perdeu o emprego, que teve seu salário e jornada de trabalho reduzido ou algum empresário passando por reais dificuldades. Ao contrário do que o presidente Lula precipitadamente falou, a crise não é apenas uma “marolinha” e já causou muito estrago. Mas hoje, 1° dia do mês que irá fechar o semestre, qual é o cenário da economia aqui no Brasil? Quais são as perspectivas para o próximo semestre?
O decorrer de 2009 vem trazendo boas notícias para economia. Claro que muitos continuam demitindo seus funcionários e fechando suas portas. Mas também existem aqueles que já começam a esboçar reações e a mostrar sinais positivos em seus negócios.
Segundo dados da FGV divulgados nesta última sexta-feira, 29, aqui no Brasil, o ICI (Índice de Confiança da Indústria) cresceu 6% em maio, ao passar de 84,5 para 89,6 pontos (dados com ajuste sazonal). Este é o quinto mês consecutivo de alta, demonstrando, um possível aquecimento gradativo da indústria após todo o caos provocado pelos últimos meses de 2008.
Na semana passada, vimos o dólar cair e alcançar a cotação abaixo de R$ 2 em um possível sinal de melhora no cenário econômico mundial. Até o Banco Central, que desde setembro não participava dos leilões de compra de dólar no mercado à vista, voltou a realizar este tipo de operação.
As instituições financeiras também parecem acreditar na estabilidade e nos melhores índices de retomada do emprego, pois deram mais crédito ao consumidor. Alguns bancos, que com o estouro da crise chegaram até mesmo a interromper suas linhas de crédito, anunciaram na semana passada novas medidas para quem quer financiar um imóvel ou automóvel. Quem deseja comprar uma casa, por exemplo, vai ter maior prazo e taxas de juros menores. Para os automóveis a grande novidade é que o consumidor, que antes tinha até 60 meses para pagar um financiamento, hoje tem até 80. A taxa mínima de juros, que antes era de 1,52 foi para 1,20 por cento ao mês.
Durante esses cinco meses que se passaram, tivemos por meio da dificuldade a oportunidade de também crescermos com a crise. Quebramos a cara, insistimos em nossos projetos de vida, amadurecemos nos momentos difíceis, pudermos ver a garra dos colaboradores que permaneceram conosco. Usamos nossa criatividade para por em ação planos “B”, “C”, “D” e quantos mais fossem preciso.
Como eu já disse algumas vezes, o brasileiro tem um perfil diferenciado, é guerreiro e nós devemos apostar nisso. Claro que além da luta, uma dose de otimismo é fundamental.
Na 9ª edição do Fórum Empresarial de Guarulhos, que debateu finanças, contamos com a presença de alguns especialistas que acreditavam em uma recuperação da economia mundial após o segundo semestre. Difícil saber na verdade o que vem pela frente, porém é animador ver que algumas empresas que passaram por momentos tão difíceis, hoje já estão caminhando para frente, mesmo que em passos curtos. Isso tudo é fruto de garra e determinação de quem desconhece a palavra “desistir”. Reflexo de uma sociedade que vem se unindo e tentando buscar saídas.
Guarulhos foi bastante atingida pela crise e não seria diferente já que temos um dos maiores pólos industriais do Brasil. Mas diante de certo otimismo para o segundo semestre é preciso saber se estamos prontos para agarrar as possíveis oportunidades que podem aparecer. Então eu te pergunto: você já colocou “a casa em ordem”? Já otimizou os custos da sua empresa? Já avançou na parceria com fornecedores e clientes?
O desafio agora é evoluir dentro do cenário e estar pronto para encarar mais um semestre cheio de modificações na economia.
Então prepare sua empresa, organize-se, planeje-se e bons negócios.
Até a próxima semana.
Rodrigo Barros

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